Antigamente a filosofia era restrita aos filósofos, que tomavam conta dela e a fizeram crescer como parte essencial da ciência humana. A arte era deixada para os artistas, aqueles poucos que sabiam o que fazer com as palavras, sons, imagens e materiais. Vamos deixar os sons, imagens e materiais para outra ocasião. Neste momento interessa a capacidade de criar mais do que um simples significado da soma de palavras.
Não é muito dificil correr uma imensidao de sites e blogs com textos de temática filosófica. Seja o amor, a vida, o individuo ou outra coisa qualquer, não faltam autores que somam uma imensidão de palavras complexas num texto que tem mais de pesado do que de perceptivel.
Meus caros, juntar palavras "caras" para florear uma ideia não vai fazer dela uma regra da filosofia ou uma dedução brilhante. Não é a gramática, o léxico e um imenso conhecimento em sinónimos que vai fazer com que o receptor da mensagem se sinta tocado pelo texto.
"A solução mais simples é sempre a melhor"
É claro que, se queres que as pessoas que perdem tempo a passar os olhos naquilo que escreveste percebam o teu objectivo, não o podes codificar como se fosse uma mensagem ultra-secreta. A guerra fria já acabou e os espiões estão fora de moda.
No lado de quem realmente passa o objectivo com a dimensão certa de português, deve ser, de certa forma, ofensivo este "fraude" filosófica, artística e linguística. Afinal, a César o que é de César.
Conclusão: A ideia não é passar um pensamento ou raciocínio, mas sim fazer com que as outras pessoas pensem que têm um pensamento incrível e sobredotadamente complexo. Afinal é um intelectual, mas apenas na dimensão abstracta...
1 comentário:
diz isso ao Mangalho... lol
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